O conto de uma história pode, no entanto, ser fonte de outros prazeres, e um deles é, certamente, o de adquirir conhecimento, um conhecimento que permanecerá enraizado, até ao momento em que é libertado, vindo de umas ensibilidad predisposta a apreender, surpreendendo-nos e fazendo-nos sentir ricos e seguros… Um prazer imenso! Do mundo do imaginário, em que tudo nos parece interessante, fácil e divertido, passamos a assentar os pés na terra, em chão seguro fertilizado.
O contador tem uma tarefa difícil: o contar de uma história implica que toda a expressividade, quer facial, sonora e física, sejam uma forma de passar esse imaginário por vezes surreal e abstrato assentando numa realidade do concreto.
Silva Baptista
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